A formação, de nível superior, permite que o profissional trabalhe junto às comunidades, espaços religiosos e acadêmicos, professando e pondo em prática a sua fé. E realizar esta formação é o desejo de muitos evangélicos no Brasil.

Fé, religião, razão, ética, história, escrituras, filosofias. Estas disciplinas fazem parte da grade curricular dos cursos de Teologia. A formação, de nível superior, permite que o profissional trabalhe junto às comunidades, espaços religiosos e acadêmicos, professando e pondo em prática a sua fé. E realizar esta formação é o desejo de muitos evangélicos no Brasil.

A população evangélica vem crescendo de forma ostensiva no Brasil desde a década de 1940. Duas pesquisas realizadas, uma pelo Datafolha, e outra pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que em 2020 este número já chega a 31,8% da população. Destes, 48% recebem até dois salários mínimos. Segundo o pós-doutor em educação eletrônica e PhD em teologia pela Universidade da Califórnia, Dr. Italu Colares, “a massa evangélica se tornou muito grande e, com esse crescimento, o número de pessoas propensas ao ministério também aumentou.” Com várias obras publicadas na área Teológica e vasta experiência ministerial eclesiástica, o pesquisador observa que “os cursos de Teologia reconhecidos pelo MEC e os de seminários não atendem às necessidades da formação do ministro”.

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Quando apresentou uma pesquisa mostrando essa realidade no curso de pós-doutorado na Universidade Fernando Pessoa, em Porto (Portugal), o pesquisador recebeu a nota máxima. Agora deseja que todos possam aprender com qualidade e enfim exercer as atividades ministeriais. Para isso, ele criou um “programa de Teologia sob a perspectiva da semiótica, onde uma nova linguagem no curso possibilita esse entendimento”, explica.

Para isso, Dr. Italu Colares investiu na formação de uma nova grade curricular e concluiu que “em um ano é possível preparar uma pessoa para o ministério”. Assim foi criado o projeto Dunamis, que “é um curso de teologia que usa uma nova linguagem e se propõe a ensinar o curso para pessoas de nível mais baixo cultural”, ele conta. O pesquisador conta que como o crescimento das grandes igrejas evangélicas se deu nos segmentos pentecostais e neopentecostais, “é possível observar que o nível de escolaridade desse público é muito baixo. Daí criei este curso que pudessem atender a todo público a baixo custo, porque estas pessoas também ganham pouco”, completa.

Mais informações sobre o Projeto Dunamis e sobre esta nova formação teológica estão disponíveis no site http://eadbiblico.com.br/.

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