Além de Bolsonaro e Lula há também 3 Trumps e 18 Obamas / FOTO: Reprodução Internet

Começou neste domingo, 27, a campanha eleitoral para as eleições municipais de 2020. Sábado, dia 26, foi o último dia para os partidos finalizarem seus registros de candidaturas para o pleito. No total, segundo o TSE, foram inscritos 543.415 candidatos este ano, 9,3% a mais que nas eleições de 2016, número recorde no país.

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A jornalista de dados Cecília do Lago, divulgou uma análise dos nomes mais curiosos que os candidatos brasileiros usaram para se inscrever na urna.

Entre os mais de 540.000 inscritos, ela encontrou 185 pessoas usando o nome “Lula” e 84 que usaram “Bolsonaro”.

Não foram só os políticos brasileiros que foram referenciados no nome, há também 3 Trumps e 18 Obamas, segundo a jornalista. Os personagens da ficção também entraram na eleição: são 26 Hulks, 12 Batmans e 8 Wolverines disputando o pleito.

Os candidatos também apelam ao lado religioso do eleitorado. Há mais de 4.300 que usam a palavra “pastor” na urna. Outros 202 usaram “padre” e 536, “missionário”.

Outros nomes inusitados se repetiram pelo país, como os que usam a alcunha “do bar” (1.357 candidatos) ou “da padaria” (591). Mas o local de trabalho mais utilizado como referência para o eleitorado, segundo a busca da jornalista, foi a farmácia. São 1.672 inscrições com “da farmácia” registradas.

Ainda na linha de profissões, as carreiras policiais ou das Forças Armadas foram usadas também por mais de 8.000 candidatos. Seis deles usam a palavra “pistola” no nome que aparecerá nas urnas.

Recorde de candidatos

O recorde de candidatos inscritos para as eleições de 2020 pode ser explicado pelo fim das coligações proporcionais para os cargos do Legislativo.

Isso impacta sobretudo na aplicação da chamada cláusula de barreira. Aprovada na reforma política de 2017, ela determina que partidos precisam atingir um número mínimo de votos na eleição anterior para poder acessar o Fundo Partidário e ter direito a tempo de TV e Rádio na propaganda gratuita.

A cláusula já foi imposta em 2018. Mas, antes, eram contabilizados os votos de toda a coligação, o que fazia partidos pequenos se aliarem aos maiores para garantir votação. Agora, cada partido terá de conseguir os votos por si mesmo.

Além disso, para além do risco de não receber o dinheiro dos fundos públicos, os partidos terão de atingir, sozinhos, o chamado quociente partidário. Ele calcula o número de lugares na Câmara de Vereadores (ou na Câmara dos Deputados para eleição nacional) ao qual os partidos têm direito.

Quando existiam coligações, um partido se aliava a vários outros e, juntos, eles obtinham um bloco de votos. Neste ano, novamente, cada partido terá de fazer seus próprios números.

Isso significa que mais partidos podem ter adotado a estratégia de registrar o máximo possível de vereadores, mesmo os sem chance de vitória — para trazer votos totais para a legenda. Partidos também buscaram os candidatos com grande potencial de trazer votos sozinhos, como líderes regionais, artistas ou outras pequenas celebridades.

Caso um candidato consiga sozinho muitos votos, eles são contabilizados para o partido, que aumenta seu quociente partidário e, assim, tem mais cadeiras no Legislativo — podendo colocar outros de seus candidatos na Câmara, mesmo os que não obtiveram, sozinhos, votos suficientes.

FONTE: Revista Exame

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