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Política

Câmara Municipal debate aumento da conta de água e vereadores falam em suspender o contrato com a BRK

“Esse aumento não tem nosso apoio”, disse o vereador Mauro Lacerda

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O vereador Lúcio Campelo fez um discurso no plenário da Câmara Municipal de Palmas nesta terça-feira (19) conclamando seus pares para tentar impedir o aumento de até 21% na conta de água.

A BRK Ambiental fez o anúncio do aumento que irá atingir as 46 cidades que são atendidas pela empresa.

Campelo reclamou do serviço prestado, lembrou da CPI da BRK, que ainda não foi instaurada na Câmara, e pediu aos vereadores que assinem um decreto para suspender os serviços.

“Vamos marcar posição chamando a empresa a prestar esclarecimentos ou até mesmo cancelar a prestação de serviço através de decreto legislativo”, sugeriu o parlamentar.

“É um absurdo um aumento deste em meio a uma pandemia! Essa empresa teve lucro acima de R$ 100 milhões nos anos de 2018 e 2019”, completou Campelo.

A presidente da Casa, Janad Valcari, lembrou que recentemente diretores da empresa estiveram na Câmara e não deram as respostas corretas. Por isso ela sugeriu: “É preciso mesmo suspender esse contrato”.

O vereador Mauro Lacerda se mostrou preocupado com as famílias que enfrentam dificuldades financeiras e que já não conseguem honrar seus compromissos e que agora terão que pagar ainda mais pelo serviço.

“Isso é covardia, como os moradores poderão pagar esse aumento?”, questionou ele se mostrou contra o abuso. “É um descaso e me comprometo a apresentar um requerimento na Prefeitura exigindo a explicação sobre este aumento”.

Já o vereador Filipe Martins listou uma série de problemas que a BRK Ambiental ainda não solucionou, como o caso do Bertaville onde o mal cheiro do esgoto tem causado vários problemas de saúde nos moradores.

Lutando para melhorar o serviço de abastecimento de água na capital há muitos anos, Martins criticou também a Agência Tocantinense de Regulação (ATR) que atestou o aumento.

“É uma falta de respeito escutar o que escutamos de uma empresa que está ilegal em nosso município. Estamos esperando a CPI da BRK de braços abertos para mostrar quem é essa empresa”, completou.

O vereador Eudes Assis também classificou o aumento de 21% de abuso, principalmente pela crise causada pela pandemia. “Vamos partir para cima dessa empresa com tudo, nós não vamos nos acovardar”, declarou.

“O que tiver que ser feito, tem que ser feito. Não devemos nada para essa empresa, é ela que nos deve e não podemos sacrificar a população, principalmente os mais pobres”, completou.

Assis quer entrar com ação para derrubar o aumento, sugerindo uma ação conjunta da Câmara Municipal para solucionar a questão. “Estou indignado!”

Quem também comentou o aumento foi o vereador Rubens Uchôa, se colocando contra o aumento e defendendo a população. “No que depender de mim, vamos pra cima. A BRK não manda aqui”.

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