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Brasil/Mundo

Deputada Marta Costa sofre ataques nas redes sociais após PL contra propagandas infantis com diversidade sexual

Projeto 504/2020 proíbe a publicidade de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual

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A deputada estadual Marta Costa (PSD), de São Paulo, tem enfrentado várias críticas em suas redes sociais após a divulgação na imprensa do PL 504/2021.

O texto que já passou pelas comissões da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) e seria votado no plenário nesta quinta-feira (22) tem gerado polêmica com a comunidade LGBTQ+.

O projeto proíbe a publicidade, através de qualquer veículo de comunicação e mídia de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionados a crianças no Estado.

Várias associações pró movimento LGBT, partidos de esquerda, a Bancada Feminista do PSOL de São Paulo, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial e outras entidades enviaram nota de repúdio contra o texto e contra Marta Costa.

Nas redes sociais da deputada encontramos várias mensagens de ódio. Muitas delas contra a religião de Marta Costa que é evangélica, filha do pastor José Wellington Bezerra da Costa.

“Marta Costa engraçado que seu amor pelas crianças é tão grande que o objetivo é apagar os direitos dos Lgbts somente, pois fazer um movimento contra dos abusos sexuais que líderes religiosos causam nas mesmas sempre ficam debaixo dos panos. O combate à pedofilia sim deveria uma luta e não fazer com os direitos humanos de todos sejam cassados. DESOCUPADA”, escreveu um internauta.

“O sonho de vocês é nos ver novamente marginalizados, visto como sujos, má influência, só por ser quem somos. Isso é maldade, vocês são maus. Mas não vão conseguir, na história várias vezes tentaram fazer isso com minorias e falharam, e vai falhar cada vez mais, mesmo que sempre existam pessoas ruins como você, que tentem”, escreveu outro usuário do Facebook.

Outra internauta escreveu: “Então crianças não tem capacidade para compreender que existem pessoas diferentes, mas tem para compreender uma religião? Se houvesse um projeto visando proibir a propaganda do conteúdo da igreja para crianças, usando o argumento de que a exposição prematura aos dogmas de uma religião cuja história é manchada de sangue desde a idade média até a imposição do medo da punição divina nos dias atuais, você acharia que é uma articulação de intolerância religiosa? Deveria, porque seria mesmo. E é exatamente o que a PL504 é: intolerante, discriminatória e um ataque aos direitos humanos”.

Outro internauta foi mais longe e desejou a morte de Marta Costa: “Uma dessas aí o corona vírus poderia ter levado, infelizmente não levou, que pena. Espero que logo algo pior leve, gente assim tá aqui só pra gastar o ar dos outros”.

Entre os ataques encontramos mensagens que diz que Marta Costa, provavelmente por ser cristã, é “mente doente” e que não deveria ter espaço no poder público.

Veja:

Empresas de propaganda também se manifestam

As empresas de propaganda também está contra o PL 504/2020 e muitas agências já se uniram criando a campanha #PropagandaPelaDiversidade.

Marcas de diversos segmentos também estão usando as redes sociais para se posicionarem contra o texto.

Além disso, a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes) se manifestou “totalmente contrária ao PL por entender que fere os princípios básicos da publicidade e as garantias constitucionais de liberdade de expressão e liberdade econômica, além de comprometer a promoção da igualdade, pluralismo e combate ao preconceito”.

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