Aldeias cristãs curdas são abandonadas no Iraque

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Ontem (03/10) comemorou-se o Dia da Independência do Iraque, ocasião em que o país se tornou autônomo da Grã-Bretanha, em 1932. Atualmente, o território é dividido em duas partes: ao norte liderado pelo Governo Regional Curdo (KRG, da sigla em inglês), com sede em Erbil, e o restante do país é dirigido por árabes, com sede em Bagdá.

A população curda é estimada entre 25 e 35 milhões de pessoas, e a maioria é muçulmana. Por isso, os cristãos que vivem nessas áreas enfrentam forte perseguição, como o desfavorecimento na hora de encontrar empregos e registrar organizações cristãs. Além disso, as propriedades dos seguidores de Jesus são tomadas e, quando vendidas, valem apenas 60% do preço.

Desde o início de 2020, cerca de cinco aldeias cristãs do Curdistão iraquiano foram abandonadas por causa de bombardeios turcos. Em junho, a Turquia começou a trabalhar para expulsar militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão  (PKK) da fronteira com o Iraque. Segundo as autoridades turcas, o PKK faz ataques aéreos ao território vizinho de maneira mais violenta e abrangente.

O pastor Samir Youssef contou ao AsiaNews que a violência na região tem crescido e feito vítimas: “No último mês, muitas pessoas morreram, só porque estavam perto de áreas controladas pelo PKK. Em alguns casos, os bombardeios também atingiram as casas da população civil”. O líder cristão Emanuel Youkhana completou durante entrevista ao Catholic News Service: “O bombardeio danificou propriedades, casas e incendiou campos, enquanto os cristãos fugiram mais uma vez”.

(Com Portas Abertas)