Com o Estado endividado, candidatos do segundo turno mostram suas propostas para reduzir gastos

Da Redação JM Notícia

O levantamento mais recente mostra que o Estado do Tocantins está com um dívida de R$ 1,374 bilhão, valor que ainda não considera os valores devidos aos servidos públicos que estão sem reajustes salariais.

Desse montante, R$ 345 milhões são devidos aos fornecedores e prestadores de serviço; R$ 244 milhões são devidos ao Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev-TO), além de outras despesas.

Os dois candidatos ao mandato tampão que estão no segundo turno, já listaram suas propostas para resolver esse problema financeiro do estado.

Mauro Carlesse (PHS) pretende fazer a redução sistemática no número de servidores contratados e nomeados; fazer a contenção de despesas e negociar as dívidas.

Carlesse declarou que o tempo do mandato tampão é curto para fazer grandes promessas, mas se comprometeu a garantir a estabilidade do Estado. Carlesse afirma que priorizará a estabilidade. "Não existe nenhum projeto viável para seis meses, a meta deve ser garantir estabilidade", declarou ele em entrevista ao Jornal do Tocantins.

Como governador interino, Carlesse chegou a fazer algumas exonerações para enxugar as despesas, mas por ordem judicial ele está impedido a contratar ou exonerar servidores.

Já Vicentinho Alves (PR) pretende reduzir as despesas de aluguel, passagens, diárias e materiais de consumo; promete tomar medidas de transparência, austeridade e organização da máquina pública; e finalizar operações de crédito em andamento para possibilitar investimentos.

Em sua visita a Porto Nacional, Vicentinho citou o equilíbrio fiscal como uma de suas proposta. "O portuense, como os tocantinenses, querem um governo de paz, de harmonia, de convergência, planejado e com equilíbrio fiscal, para recuperar a credibilidade do estado."