Comissão de Ética da Câmara vai convidar Campelo a prestar esclarecimentos sobre áudio

Da Redação JM Notícia

A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos, Meio Ambiente e Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Palmas, presidida pelo vereador Filipe Martins (PSC), se reuniu nesta quinta-feira (23) para deliberar sobre a fala do vereador Lúcio Campelo (PR) que afirmou que -  “eu sou é a favor da pedofilia”, em áudio vazado em um dos microfones do plenário da Câmara de Palmas nesta semana.

Segundo o vereador Filipe Martins (PSC), a Comissão de Ética já elaborou o documento e irá convidar o parlamentar para prestar esclarecimentos sobre a fala e posteriormente,  analisar se há necessidade de abertura de um inquérito.

Ao JM Notícia, o parlamentar afirmou que está seguindo o Regimento Interno da Casa de Leis, que diz que primeiramente o acusado deverá ser convidado  a prestar esclarecimentos:

"Conforme a Resolução 110 do Regimento Interno, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, seguirá os ritos conforme o nosso regimento e o primeiro passo foi dado, que foi convidar o parlamentar para esclarecimentos", disse Martins.

Vereador reconhece “brincadeira de mau gosto” e lembra histórico de luta contra pedofilia

Nesta quinta-feira (22), o vereador palmense Lúcio Campelo (PR) se manifestou após sua polêmica fala durante uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores de Palmas que repercutiu nas redes sociais. Campelo disse “eu sou é a favor da pedofilia” em áudio vazado em um dos microfones do plenário.

“Naquele momento eu fiz uma fala errada ela me trouxe uma carga, um desgaste e o mundo desabou na cabeça do vereador por causa de uma fala errada”.

Logo após explicar como foi o erro que o levou àquela expressão, Lúcio Campelo pediu desculpas e disse ser totalmente contra qualquer flexibilização em favor do tema, pois na Casa de Leis, ele sempre foi “um dos grandes defensores dos valores e princípios da família tradicional” e contra a ideologia de gênero“.

O vereador ainda afirmou que tudo não passou de uma gafe e disse que seu caráter o fez “reconhecer e ser humilde o suficiente para dizer que cometeu um erro e pedir desculpas”.