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Defensoria Pública e associação LGBTs querem ambulatório público para mudança de sexo no Tocantins

Segundo informações, o referido ambulatório foi formalizado e criado no ano de 2018, entrentano, conforme reclamação apresentada à DPE-TO, não há prestação de serviço especializado

Na tarde de quarta-feira, 13, foi realizada uma reunião com representantes da Associação das Travestis e Transexuais do Tocantins (Atrato), em conjunto com o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, coordenador do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), para cobrar serviços de um ambulatório específico para a população LGBTs no Tocantins.

Segundo informações, o referido ambulatório foi formalizado e criado no ano de 2018, entrentano, conforme reclamação apresentada à DPE-TO, não há prestação de serviço especializado e adequado, sem a oferta de procedimentos como a cirurgia que viabiliza a mudança de gênero.

O Defensor Público  Arthur Luiz Pádua, afirmou que:

“Desde 2016 que a Defensoria e Atrato batalham pelo ambulatório e já houve avanço com a criação dele. Porém, na prática, não temos serviços eficientes para atender a essa população. Vamos buscar algumas informações e, se necessário, vamos judicializar essa matéria para que o Judiciário defina parâmetros eficientes em razão dessa omissão do poder público”, argumentou.

 

A presidente da Atrato, Bianca Marchiori, destacou que a ausência de atendimento especializado para as pessoas transexuais e travestis com processo transexualizador, por meio da terapia hormonal e cirurgia de troca de sexo, é muito prejudicial, pois sem o atendimento adequado muitas acabam recorrendo a procedimentos clandestinos - o que pode acarretar grandes prejuízos à saúde.

“O processo transexualizador é a principal demanda da população trans no Tocantins atualmente, por isso, a gente espera que esse ambulatório seja conduzido o mais rápido possível, com hormonioterapia e cirurgia de troca de sexo com acompanhamento médico e psicológico adequado. Estamos confiantes em mais essa parceria de atuação na Defensoria Pública", relatou a presidente da Atrato. 

 

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