Escola transforma inimigos religiosos em amigos na Etiópia

Comunidade de maioria muçulmana na Etiópia é beneficiada com a criação de escola com valores cristãos
Gospel

No Dia Internacional da Amizade, a Portas Abertas conta como uma escola cristã ajudou a transformar inimigos religiosos em amigos no interior da Etiópia. A partir de um desejo do pastor Sileshi*, uma escola foi criada no topo de uma colina e, hoje, crianças de diferentes crenças podem brincar e aprender juntas.

No início, os pais muçulmanos acusaram o líder cristão de desejar doutrinar as crianças de acordo com o cristianismo. Mas após dois anos de oração contínua, a escola oferece educação de qualidade para 180 alunos, que aprendem mais do que apenas as matérias comuns. Eles saem treinados para respeitar uns aos outros mesmo diante das diferenças, agir com gentileza e autocontrole, e cultivar a paz.

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A Portas Abertas apoia a escola e acredita que essa é uma maneira dos seguidores de Jesus fazerem a diferença no mundo onde vivem. “Queremos mudar a percepção daqueles que veem os cristãos como inimigos da comunidade, por isso apoiamos a igreja a ser sal e luz em sua região, caminhando ao lado dela. Apoiando-a através de projetos comunitários como essa escola”, explica o diretor do trabalho na África Oriental.

A situação dos cristãos no local era crítica, já que eles não podiam professar a fé livremente, sem ter abusos verbais de alguns integrantes da comunidade islâmica local. Além disso, a igreja foi incendiada várias vezes e as casas de cristãos também foram destruídas. Mas ao invés de continuar o ciclo de violência, os seguidores de Cristo resolveram demonstrar amor aos que os perseguiam.

Antes inimigos, agora amigos

Agora, os ensinamentos de Cristo para a boa convivência também são transmitidos às crianças. “Aos domingos, ensinamos as crianças que o evangelho não deve ser compartilhado apenas em palavras, mas também em ações. Nossas lições incentivam as crianças cristãs a terem bom caráter e a viver uma vida disciplinada”, explica o pastor Silesh.

Os pais de alunos muçulmanos, como Mussa*, reconhecem o benefício da escola na educação dos filhos. “No começo, havia rumores de que a escola queria ensinar o cristianismo. Mas eu queria saber por mim mesmo. Eu esperava que eles fizessem o que prometeram e servissem a comunidade. Vi resultados surpreendentes na educação de Meka. Minha esposa e eu estamos empolgados com isso”, testemunha.

A cristã Konjit também viu o desenvolvimento da filha que estuda no colégio. Ela também aprende, porque a menina compartilha os conhecimentos com a família. Porém, o que a seguidora de Cristo acha mais encorajador é que a escola tem promovido a quebra de barreiras entre as pessoas da comunidade. “Minha filha tem amigos cristãos e muçulmanos. Às vezes, os muçulmanos que moram nas proximidades chegam à nossa casa para beber um pouco de água”, celebra.

A escola está em crescimento e se tornou financeiramente independente. Como consequência, mais salas de aulas estão sendo construídas para que mais crianças tenham acesso a uma educação de excelência. E o resultado disso tudo é a gratidão do pastor Silesh, que idealizou este sonho: “A mensagem que quero compartilhar é que o dinheiro é bem utilizado. Muitas pessoas viram uma mudança na vida delas e isso tem ajudando a igreja e o evangelho a brilhar”.

*Nomes alterados por segurança.