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UFT de Porto Nacional volta atrás e retira cotas de mestrado para LGBTs

Redação JM Notícia

A Universidade Federal do Tocantins (UFT) de Porto Nacional excluiu o programa de cotas que oferecia 10% das vagas de mestrado para pessoas LGBTs, após grande discussão a respeito do programa.

A retificação do edital exclui as 6 vagas disponíveis e as dividem para os programas de cotas étnico-racial e surdos que passaram a ter 15% das vagas, o que dá 9 vagas para cada grupo.

Um dos maiores críticos do programa de cotas para pessoas LGBTs foi o deputado federal Eli Borges (SD-TO) que chegou a afirmar que procuraria a Justiça para impedir que o programa fosse adiante.

Em sua visão, é incoerente e sem respaldo jurídico conceder cotas de acordo com a opção sexual de cada pessoa. Ao saber da decisão da instituição federal, Eli Borges comemorou:

"O triunfo da coerência. Não é desrespeito ao LGBT, é o respeito ao "todos são iguais perante a lei". Para mim, cotas são justificáveis para grupos étnico-racial e deficientes", declarou.

O parlamentar também agradeceu à imprensa por ter divulgado o sistema de cotas para LGBTs e disse que, se forem utilizar cotas para todos os grupos que são discriminados, também teria que ter cotas pra grupos religiosos.

"Eu sou evangélico, quantas pessoas não me discriminam por isso? Eu não posso pegar a intimidade de um grupo e transformar isso em cotas, que, em tese, acaba se tornando um estímulo para pessoas adotarem a prática", completou.

"Absurdo", diz deputado Roberto de Lucena

O deputado federal Roberto de Lucena (Podemos –SP), classificou como um absurdo a iniciativa da UFT no Tocantins: “O que justifica essa exclusividade? Eles são uma "classe superior" em detrimento de toda a sociedade?"

Teólogo comenta polêmica

A decisão de oferecer cotas para LGBTs gerou muita polêmica no Estado, tanto que o pastor e teólogo Robson Ciríaco, da Assembleia de Deus, também se manifestou sobre o assunto e disse ao JM Notícia que o melhor tipo de cota é a social, oferecendo vagas para pessoas de baixa renda.

"Concordo com o que o deputado está dizendo, infelizmento nosso sistema de educação está impregnado com uma ideologia morta que tem gerado prejuízo social em todas as instâncias", disse ele, citando também um texto antigo de Arnaldo Jabor que se preocupa de que um dia seja obrigatório se tornar homossexual para ter privilégios.

"Me parece que estamos nos encaminhando para o tempo onde as pessoas se sintam obrigadas a serem homossexual para ter privilégios como este. Para mim, a única cota que deveria valer é a social, para pessoas de menor poder aquisitivo possam entrar para a faculdade", completou.

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