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Preocupada com o crescimento da Igreja, China proíbe palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo”em livros infantis

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Da redação

A campanha contra o cristianismo no país é por conta do medo de que a China se torne o “maior país cristão no mundo” em 2030

De acordo com a agência de notícias Asia News, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” foram retiradas de livros para crianças das escolas primárias na China. Em uma tentativa de reduzir a adesão a religiões, em particular ao cristianismo, ou submetê-los a uma “sinização” forçada, essas palavras têm sido censuradas mesmo em histórias de autores estrangeiros.

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No começo do ano, o governo, em parceria com editoras, publicou um livro para alunos do quinto ano, que contém quatro histórias de escritores estrangeiros e outros textos de autores clássicos chineses. De acordo com o Ministério da Educação Chinês, o livro espera oferecer aos alunos um entendimento de outras culturas. Infelizmente, as histórias foram manipuladas para atender a necessidade do partido de abafar qualquer referência religiosa.

Na história “A Pequena Vendedora de Fósforos”, de Hans Christian Andersen, em um certo ponto, é dito que: “Quando uma estrela cai, uma alma vai estar com Deus”. Na versão “chinesa”, com a alteração, ficou: “Quando uma estrela cai, uma pessoa deixa esse mundo”. “Robinson Crusoe”, de Daniel Defoe, também sofreu censura: náufrago em uma ilha isolada, o protagonista se empenha em recuperar três cópias da Bíblia dos restos do naufrágio. A nova versão elimina a palavra “Bíblia” e diz que Crusoe trabalhou para salvar “alguns livros” do navio destruído. Uma parte também foi eliminada da história “Vanka”, de Anton Chekhov, que fala sobre uma oração em uma igreja e a palavra “Cristo” foi removida de todas as partes.

A censura de elementos da religião cristã também ocorre em outros níveis escolares. Nas universidades, há professores que condenam clássicos que contém palavras preocupantes à censura das religiões e os confiscam. Isso inclue “O Conde de Montecristo”, de A. Dumas, “Ressurreição”, de Lev Tolstoy, “Notre-Dame de Paris”, de Victor Hugo, entre outros. Tudo isso por conta das orientações dadas pelo presidente Xi Jinping, em 2015, que para essas religiões existirem na China devem “ser sinizadas”, se assimilando à cultura chinesa e se submetendo ao Partido Comunista. Essa “sinização” é obtida por meio da exaltação do patriotismo nacionalista e do desprezo às religiões estrangeiras, como o cristianismo.

De acordo com observadores, a campanha contra o cristianismo é por conta do medo de que a China se torne o “maior país cristão no mundo” em 2030, como alguns sociólogos preveem. Ao mesmo tempo, isso também age como um escudo para ideias como democracia, direitos humanos, justiça, e lei de direito.

(Com Portas Abertas)

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